Divã

divã

Vou começar este post com uma pergunta. O que é um divã pra voce??? se vc respondeu “ah é aquela caminha que o louco senta pra fazer analise”, sinto muito.. agora se você respondeu “É aonde voce senta para se perguntar.. que porra que eu to fazendo da minha vida?”.. parabens, você acertou.

O proposito do filme Divã, de José Alvarenga Jr é de longe  parecer uma comediazinha pão com ovo.. é muito mais que isso, envolve muito mais coisa do que as pessoas esperam da historia. Quem ve o trailler e imagina que se trata de uma historia básica, em que a mulher se revolta e sai por ai em baladas e casos sexuais sem amor, dá com os burros na água. Divã é uma historia de amor, é pode não parecer, mas é, é um filme puro, sentimental, engraçado e as vezes ate feministam obvio, é uma mulher que está em questão.

Lilia Cabral é Mercedes, uma mulher que parte para sua primeira analise psicologica. O filme é em formato de narrativa, a impressão que temos é que nós somos os analistas de Mercedes, mas quando o filme termina, voce percebe que quem foi dilacerado sentimentalmente foi você. A historia basicamente é sobre a vida de Mercedes, uma mulher casada, com dois filhos e um casamento basico em que a bela e conhecida rotina começa a deteriorar a relação e por isso que ela decide fazer terapia. E sua vida faz um grande contraste com a de sua grande amiga de infancia, que tem um casamento tradicional, perfeito, com o marido perfeito e a familia perfeita. Mercedes, cansada de sua pacata vida, vai atras de outros relacionamentos paralelos ao seu casamento, e é exatamente ai que começa a perceber o valor da sua vida. O Amor puro de Mercedes e Gustavo é o que mais chama a atenção no filme.. e uma frase que ela diz é muito marcante “A gente se ama, mas não nos queremos mais” é uma prova de que o amor não é somente sexo.

Com piadas cliches, cenas comicas , cenas sensuais e uma trilha sonora forte ( a ultima cena do filme toca Ana Carolina – Pra rua me levar), divã consegue ser mais do que propõe, e faz sim, homens e mulheres colocarem a sua vida em pratos limpos, e parar pra pensar o que te faz feliz  ou não.

O filme tem um tom  intimista e emocional, mas não abandona as boas piadas, fazendo a gente rir e se identificar com determinada cena, logo após ter levado a mão ao queixo e pensado sobre aquilo que foi interpretado. Divã consegue misturar muito bem as emoções, e  se alguém cair em lágrimas, não será criticado como extremamente sentimental.

Então não deixem de assistir no cinema.. é realmente um filme que renova a sua maneira de pensar.

Bom Cinema e bom fim de semana.

Marcelo

2 comentários sobre “Divã

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